"As relacoes de dominação/submissao regulam as relacoes hierarquicas entre as "classes" e também entre os indivíduos. O princípio da dominação é complexo; não é a potência sexual, como se julgou durante muito tempo, nem a pura força física, nem a inteligência, que, por si sós, incitam ao poder e o obtêm. Uma vez que o domínio social oferece plenos poderes, sexuais e políticos, e permite a livre expansão pessoal, pode supor - se que o que incita ao poder é uma mescla obscura e variável, muito difícil de analisar, como sucede com os humanos. Já se chegou a dizer que o exercício do poder oscila entre dois pólos, o da agressividade e o do exibicionismo. No primeiro sentido, o chefe mantém a autoridade pela intimidação, pela mímica da ameaça (threat behavior); no segundo sentido, pela repetição histriônica da sua presença e da sua importância.
A subordinação ainda é mais complexa do que a dominação, visto que, para o subordinado, se trata de aceitar a sua sorte com o mínimo de danos possível. (...)
(...) De tudo isto deduzem-se duas consequências, que são si multaneamente antagonistas e complementares. A primeira é a desigualdade social, a segunda a mobilidade social".
MORIN, p. 15-16
domingo, 14 de julho de 2013
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