sexta-feira, 13 de novembro de 2015

"Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons" (FREUD); e eu poderia me expressar muito mais se não me sentisse na obrigação de ter que escrever sempre bem.

É bem verdade que "a descoberta do outro tem vários graus, desde o outro como objeto, confundindo com o mundo que o cerca, até o outro como sujeito, igual ao eu, mas diferente dele, com infinitas nuances intermediárias". (TODOROV). Mas quantos de nós efetivamente descobre (enxerga) este outro como alteridade e não como projeção de qualquer coisa do si mesmo?

O quão fácil é inventar um amor? Dizer "eu te amo" para ouvir eu te amo? E reconhecer uma verdadeira parceira de uma carência ou transferência? Seria a óbvia a identificação num mundo onde representações e sensações dançam "tudo ao mesmo tempo agora"?

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